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10 regras de ouro para transportar crianças no carro

1. A Cadeira, autorizada e de acordo com a altura e o peso: Não é apenas a idade que determina qual o tipo a ser utilizado, mas também o seu peso e medida. De acordo com Javier Luzón, responsável pelo departamento de Desenvolvimento da Segurança no Veículo da SEAT, "é extremamente importante utilizar a cadeira do grupo adequado, porque o desenho de cada uma delas responde às necessidades específicas de proteção do corpo das crianças".
 
A SEAT tem cadeiras de diferentes grupos, aprovadas de acordo com as últimas normas europeias, conhecidas como i-Size. Por outro lado, é preciso ter cuidado com cadeiras herdadas, de segunda mão, pois após um longo período de tempo, os materiais tendem a deteriorar-se e podem não garantir a proteção original. Depois de um acidente, também precisam de ser substituídas.
 
2. Nos bancos traseiros sempre: "São de longe os mais seguros. Por isso é onde as crianças devem sempre viajar", insiste Javier Luzón.  Embora o banco do copiloto tenha sido concebido para instalar sistemas de retenção para crianças, recomenda-se apenas a sua utilização em ocasiões muito excecionais, por exemplo, quando os bancos traseiros já estão ocupados. Nestes casos, o airbag deve ser desativado.
 
3. Certifique-se de que a fixação está correta: É importante ler atentamente as instruções na cadeira para a instalar em conformidade, e verificar se está bem presa em cada viagem. O método mais simples e confortável é o Isofix.  Se o modo de fixação for com o cinto de segurança, "temos de nos certificar de que passamos o cinto corretamente pelos pontos indicados pelo fabricante", explica Javier Luzón.
 
4. O cinto de segurança bem apertado: as crianças pequenas usam-no muitas vezes com demasiada folga, de modo a poderem tirar os braços para fora, o que pode ter consequências graves em caso de colisão. Os cintos devem estar esticados e o mais próximo possível do seu corpo. Um truque é tentar apertar a correia. Se possível, devem ser ajustados um pouco mais.    
 
5. Cadeira em contramarcha o máximo de tempo possível: "Em caso de colisão frontal, o pescoço de um bebé não está preparado para suportar o peso da sua cabeça empurrada para a frente", explica Luzón, razão pela qual as cadeiras dos grupos 0 e 0+ estarem desenhadas para serem colocadas apenas em contramarcha. É obrigatório o prolongamento desta posição até pelo menos aos 15 meses, sendo possível até 1'05 m de altura, conforme indicação da norma ECE R129.
 
6. Não negligencie as viagens curtas: As viagens de casa para a escola acumulam o maior número de comportamentos de risco. Segundo o Real Automóvil Club de España, 37% dos condutores admite ter levado crianças sem cadeira. Outros deixam as crianças mais crescidas se prenderem sozinhas, sem verificar se o fizeram corretamente.
 
7. Sem casacos nem mochilas: Em viagens de alguns minutos, as crianças ficam muitas vezes com os casacos vestidos ou até mesmo com as malas de escola nas costas. Estes elementos aumentam a folga entre o cinto e o corpo da criança, podendo dificultar o seu bom funcionamento. Mesmo que seja por alguns quilómetros, "nunca se deve esquecer que a segurança é fundamental desde o primeiro metro", recorda Luzón.
 
8. Tudo no porta bagagens: Bagagens e objetos nos bancos ou no tabuleiro traseiro podem tornar-se projéteis em caso de travagem ou colisão.
 
9. Dar o exemplo: A coerência entre o que é dito e o que é feito é um pré-requisito para a educação, incluindo na segurança rodoviária. O cinto é obrigatório para todos e as crianças vão imitar o comportamento dos pais, porque o exemplo vale mais do que mil palavras.
 
10. Em caso de acidente: Sempre que possível, as crianças devem ser retiradas de um carro danificado na sua cadeira. A menos que haja riscos iminentes, nunca o faça pelos braços, pois isso pode causar ferimentos graves.
 

05-09-2019